Nos próximos tempos, poderá faltar-nos muita coisa, bancos calmos e défices a baixar, mas seremos bem servidos de títulos de jornais.
Dentro de semanas, a Inglaterra talvez vá mesmo embora. E, para o ano, Marine Le Pen é capaz de ganhar. Tudo sustos. Entretanto, excitados cabeças rapadas em Bruxelas, como os de ontem, vão fazer tremer meia Europa, se não ali, em Antuérpia ou Viena. E a outra metade da Europa também suspeitará, com boas razões para isso, de Iglesias, o espanhol tão irresponsável com o seu país politicamente tão frágil. Já em julho haverá um suspiro de alívio na convenção republicana.
Não será pelo escolhido - Trump ou Cruz - mas por nos termos livrado de um ou de outro, o cínico aldrabão ou o fundamentalista convicto. E o que já a convenção democrata escolheu, no mês anterior, também não será animador.
É preocupante ter como alternativa o lunático Sanders, que desdenha do mundo como ele está, ou uma Hillary que nesta altura do campeonato ainda não arrumou a casa e se chegar em perda de velocidade a novembro entrega o ouro ao bandido. Tudo, da rua europeia ou da alta política americana, para grandes manchetes - e sustos tremendos. E com protagonistas errados ou fracos, alguns deles à beira do crime. Vão ser tempos com bastas razões para apontar culpados (geralmente os mais distantes do que cada um de nós pensa).
Mas que nenhum desses grandessíssimos títulos nos distraia. O nosso problema é o radicalismo islâmico.
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